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Feixes de íons para a análise do extrato de tomate

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021 14:24

Quais elementos químicos estamos ingerindo quando consumimos extrato de tomate? Esses elementos são os esperados ou tem "invasores" vindos da embalagem ou de fertilizantes e pesticidas usados no cultivo da matéria-prima? Em qual concentração cada elemento está presente no produto

Pesquisadores do Laboratório de Implantação Iônica da UFRGS, participante do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, responderam a essas perguntas usando técnicas de análise de materiais baseadas na irradiação das amostras com feixes de íons de alta energia.

Técnicas desse tipo vêm sendo utilizadas para determinar a composição elementar de produtos alimentícios e das suas embalagens, pois não destroem as amostras, são rápidas e confiáveis e podem ser usadas com quase todo tipo de amostras, inclusive as líquidas como o café e o vinho. Por isso, são ferramentas muito úteis no controle de qualidade dos alimentos e na determinação da autenticidade dos produtos.

Neste trabalho, os pesquisadores utilizaram as técnicas PIXE (emissão de raios X induzida por partículas) e RBS (espectrometria de retroespalhamento Rutherford), que se complementam no sentido de detectar todos os elementos necessários.

Os autores analisaram três marcas brasileiras de extrato de tomate e as suas respectivas embalagens (caixas Tetra Pak® e latas).  Apesar de a concentração elementar do extrato de tomate variar significativamente dependendo das marcas e embalagens, os elementos principais para todas as marcas foram o sódio (Na) e o cloro (Cl), que formam o sal comum, e o potássio (K).

Além disso, a análise do extrato de tomate armazenado durante um longo período de tempo (até 81 meses) indicou uma tendência de aumento na concentração de ferro (Fe) e diminuição na concentração de alumínio (Al) para o extrato de tomate em lata. Embora esse seja um indício de que o ferro pode ser transferido da embalagem para o alimento, dizem os autores, é importante levar em conta que essa transferência ocorre após o período de validade do produto indicado pelo fabricante (18 meses).

O artigo científico que reporta este trabalho pode ser encontrado aqui https://doi.org/10.1016/j.jfca.2020.103770.

Fonte: Gerência de Comunicação do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies

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